Jornalista gaúcha lança livro de memórias em que fala sobre nanismo e preconceito: "Somos tratados como piada"
20/03/2021 22:40 em Novidades
Jornalista Lelei Teixeira conta sua história para refletir sobre capacitismo, preconceito, acessibilidade e quebrar tabus sobre o nanismoFélix Zucco / Agencia RBS

A la Carlos Drummond de Andrade, Lelei Teixeira foi ser gauche na vida. Ela e a irmã Marlene, ambas com nanismo, sempre sentiram na pele o que é viver à margem, fora do padrão, às avessas num mundo repleto de preconceito. Acabaram se apropriando da palavra de origem francesa, presente nos primeiros versos do Poema de Sete Faces, como uma brincadeira para tornar mais leve o fato de serem o centro dos olhares por onde passavam. 

– Ouvi inúmeras vezes: "Tão pequena e tão inteligente". Ser hipervalorizada como forma de compensação, a tal admiração constrangedora. As pessoas não se desprendem do tamanho e decidem estipular ganhos, supervalorizar o que faço. O poema do Drummond é quase um estímulo de, apesar dos olhares, da curiosidade, ter forças para ir – explica a jornalista gaúcha.

 

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Por isso, o título de seu primeiro livro não poderia ser outro: E Fomos Ser Gauche na Vida (Pubblicato Editora) chegou às livrarias neste mês. E o tema da obra, conta Lelei, também não poderia ser outro. A jornalista lança mão de sua história, desde a infância em Jaquirana até a mudança para a Capital, para refletir sobre capacitismopreconceitoacessibilidade e quebrar tabus sobre o nanismo. 

 

Fonte:https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/noticia/2020/12/jornalista-gaucha-lanca-livro-de-memorias-em-que-fala-sobre-nanismo-e-preconceito-somos-tratados-como-piada-ckijctjh3008f019wh2p4m1xk.html

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